Dei por mim a pensar porque raio não somos todos uma cambada de Henri Cartier-Bresson(s).
Com os novos telemóveis, agora quase todos equipados com uma câmera fotográfica, o que falta a toda a gente para andar por aí, na rua, a tirar fotografias a torto e a direito dos momentos decisivos das nossas vidas e dos vizinhos incautos.
Acho que nos (e gostava de me excluir deste grupo, uma vez que não dou descanso ao telemóvel) faltam duas coisas. A primeira é espírito, onde encaixo a preguiça de andar com o aparelho na mão à espera, a falta de paciência para disparar contra tudo e contra todos, o desejo de congelar momentos e, principalmente, o pouco tempo para parar e ver.
A segunda é Sociedade. A sociedade moderna tornou-se consciente da imagem, do valor da imagem de cada um (??) de nós e respectivas proteções que as leis actuais oferecem. Quem se interessa por tirar fotografias quando em qualquer momento podemos ser abordados com uma pergunta do género: “que está a fazer? para o quê?” ou de forma menos educada e tentar explicar que apenas gostamos de fotografar.
Para aqueles de nós que têm espírito e ainda correm o risco espero ver essas fotografias de momentos decisivos, afinal a vida é feita de quê, senão de momentos.
















Pedro escreveu::
As pessoas estranham quando eu digo que levo minha câmera comigo quando eu vou pra lugar qualquer.Dizem que não carregariam nunca por medo de serem roubadas.
27 Jun 2007, 23:35Estranho é o fato delas tirarem fotografias só quando der na telhas, sem deixar que o ato seja por puro impulso na tentativa de captura de um instantâneo de felicidade.