JL Andrade

Imagem, Comunicação e Internet

 

O que falta 2
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Ainda em relação ao assunto que escrevi no artigo anterior e em consequência do comentário do Pedro, fiquei a pensar se o medo não será uma outra razão que leva alguém a deixar de captar as suas imagens.

Reconheço que o facto de se poder ficar sem o material (câmera, telemóvel, etc.) pode ser um dissuasor de transportar ou mesmo de expor o equipamento em público. Afinal nunca sabemos quem espreita e existem sempre perigos ao virar da esquina, mas não conheço ninguém que deixe o telemóvel em casa porque o podem roubar e mesmo que não o exiba em locais “perigosos” há sempre o risco de um toque com a mais recente música da moda, denunciando, assim, a presença do equipamento na segurança relativa do nosso bolso.

Parece-me que, acima de tudo, todos os que têm o bichinho da fotografia preferem arriscar a perder o seu momento decisivo. O facto de se poder perder ou ser vítima de um assalto por andar com uma máquina ao ombro ou de telemóvel apontado é mais uma desculpa de mau pagador de quem não entende a necessidade de roubar os momentos alheios e torná-los eternamente nossos, ainda por cima com a vantagem de os poder partilhar.

O verdadeiro fotógrafo é o verdadeiro ladrão, mas um ladrão mais requintado e calculista, anda sempre que pode com a “arma” em punho e rouba momentos. Mas rouba tão profudamente, que no espaço de um piscar de olhos torna qualquer momento seu, deixando a sua vítima com uma simples recordação.

Para o Pedro desejo muitos instantâneos de felicidade.

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Publicado Segunda-feira, 2 Julho 2007 às 1:45, na categoria Refluxo.


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