JL Andrade

Imagem, Comunicação e Internet

 

Um adeus ao Fotojornalista
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Os fotojornalistas sofrem de sindrome de dinossauro, a extinção. A profissão como a conhecemos, em que os meios de comunicação têm nos seus quadros fotógrafos ou dispôem de contactos de freelancers, sempre prontos a correr atrás de uma notícia sempre que são informados, tem os dias contados.

A democratização da imagem está a matar o fotojornalismo actual. Ironicamente, a evolução da máquina digital e respectiva dissiminação da imagem, que seriam (e até certo ponto foram) catalizadores para que surgissem novos profissionais da fotografia, preparados para espalhar uma imagem em poucos segundos e, principalmente, com um público mais interessado, são factores que estão a trair os antigos profissionais, deixando pouco espaço para o aparecimento dos novos.

O interesse do público existe, realmente, mas tornou-se tão voraz que os profissionais não chegam. É aqui que entra a revolução da imagem digital, porque a dissiminação não foi apenas do interesse pela imagem, mas também dos aparelhos para as obter. Com máquinas no bolso de quase todos, qualquer acontecimento pode ser imediatamente registado por amadores. E não são apenas as pessoas, como vimos nestes últimos dias, com o acidente de avião no Brasil, as últimas imagens antes da tragédia, foram de uma câmara de vigilância.

Não digo que os fotojornalistas desapareçam completamente, existem muitos nichos (por enquanto) que ainda necessitam do profissional no local, mas nos acontecimentos imprevistos já não interessa quem segura a câmara.

Já para não falar do fim dos paparazzi…

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Publicado Sábado, 21 Julho 2007 às 2:58, na categoria Refluxo.


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