Há uns tempos atrás tive uma formanda (sim, porque eu também dou formação, tenho CAP e tudo!) que me contou uma boa estória que lhe tinha acontecido.
Ela trabalha numa agência de turismo e um dia entrou uma senhora na loja:
- Bo’ dia, quer’os papéis do mê Chico! – disse a senhora.
- Bom dia, lamento mas não sei de que papéis se trata. Com quem falou antes? – Não sei se foi assim exactamente que a minha formanda respondeu, mas reservo alguma liberdade criativa.
- Na falei co’ ninguém, só cá vim busca’ os papéis do mê Chico.
- Concerteza, mas preciso de saber que papéis são…
- Sã’ os papéis do mê Chico!
Para encurtar um bocadinho a estória, porque isto escrito ocupa mais espaço, esta situação ainda durou mais uns bons dez minutos, sempre mais ou menos, com uma conversa dentro do gênero. Até que:
- Ê quero os papéis pra saber com’ é as viajens pó mê Chico.
- Acho que já percebi, a senhora quer folhetos do México!?
Isto foi verdade, ela (a minha formanda) garantiu-me.















