O panorama das panorâmicas

Tenho reparado que o mundo está a ficar mais largo. Passo a explicar, há uns anos atrás a grande maioria das imagens tinha um formato 4×3 aproximadamente. Aquele rectângulozinho que nos habituamos a ver como formato nomal das fotografias, da televisão, etc.

Mas nos últimos tempos temos assistido a um disseminar da panorâmica, das novas imagens 16×9, com uma altura idêntica, mas com uma largura mais abrangente, que a face mais visivel talvez sejam os novos televisores LCD e plasmas.

Começaram por ser os outdoors, eram “pequenos” antes, uns rectângulozinhos com 4×3 metros e passaram a ser uns rectângulozões com 8×3. Apareceu a fotografia APS, que apesar de manter o formato típico, tinha a opção de se fazer panorâmicas (tinha e tem, porque apesar de estar a cair em desuso, ainda existe) e agora todos querem um LCD, seja para ver televisão ou para ligar ao computador, de formato wide.

Será que esta tendência tem alguma coisa a ver com o facto do aumento gradual da obesidade mundial? Ou a nossa visão periférica aumentou ultimamente?

Na realidade o formato panorâmico ou wide é muito mais adaptado à nossa biologia ocular, pelo simples facto de a nossa visão periférica trabalhar para os lados e não para cima e para baixo. Li, algures e em tempos, que um fotógrafo preferia fazer sempre fotografias ao baixo, para as suas exposições, para aproveitar essa capacidade natural dos humanos.

Aos artistas que estão a pensar fazer panorâmicas ao alto, não se esqueçam que vão obrigar as pessoas a mexer a cabeça para cima e para baixo. Se fosse nos Estados Unidos podiam contar com um processo.




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