O autor

Um bocado de história pessoal.

 A minha familia nunca foi rica, mas também nunca me faltou nenhum bem essencial e nos meus aniversários e Natais até era costume receber, mais ou menos, tudo o que tinha pedido (desde que fosse razoável).

Por volta dos 16 comecei a precisar de mais algum dinheiro para as loucuras próprias da idade. Estudava no secundário e ia fazendo as disciplinas “à  rasquinha”. Era membro da Associação de Estudantes e da Comissão de Finalistas e, acho que posso dizer que, fazia parte dos mais populares da escola.

A solução para conseguir mais algum dinheiro sem deixar a escola foi arranjar um trabalho com um hórario flexivel. Comecei por trabalhar num café, depois passei para a lota, durante o verão era nadador-salvador… enfim passei por uma série de trabalhos que me permitiam estudar e ganhar algum dinheiro ao mesmo tempo.

Ao fim de algum tempo era difí­cil conciliar a escola com o trabalho e as viagens (sempre gostei de andar por ai de mochila às costas e conhecer tudo). E deixei a escola. Continuei com vários trabalhos aqui e ali e sempre a deambular.

Com 18 anos conheci um homem que, literalmente, mudou a minha vida. Era fotógrafo e apesar de eu nunca ter pensado muito a sério na fotografia, a verdade é que a imagem sempre me tinha fascinado. A partir desse momento a minha procura por trabalho deixou de ser aleatória e baseou-se sempre na imagem.

Comecei a fotografar e nunca mais parei. No inicio, ainda que trabalhasse em áreas ligadas à imagem (audiovisuais, design, etc.) só fazia fotografia como hobby ou pequenos trabalhos de eventos sociais (uma descrição pomposa para casamentos e batizados) que me ajudavam a comprar mais material.

Com o tempo comecei a melhorar e a arranjar trabalho como fotógrafo. Trabalhei em jornais, revistas, publicidade, retrato e outras áreas da fotografia e resolvi voltar a estudar. Completei o secundário e passei à faculdade, onde tirei o curso de Tradução e Interpretação de Inglês e Francês (não era bem dentro da minha área, mas como tenho facilidade com lí­nguas e não dispunha de muito tempo para ir a aulas…).

Em 1996, com a entrada da Internet em Portugal, tive a sorte de conseguir acesso regular à rede. Na altura já fazia trabalhos em design gráfico e fotografia como profissional liberal e tentei aprender o máximo sobre o novo mundo virtual.

Em 2001 abri uma empresa na área de imagem e comunicação, online e off, a Existenz. A aventura durou 6 anos, até que um desentendimento entre os sócios levou ao seu encerramento. Agora tenho grandes e pequenos clientes, que também trato por amigos, em várias áreas de actuação.

Entretanto, comecei a distanciar-me da parte mais técnica e a concentrar-me em consultadoria e gestão de imagem e comunicação. Estudei mais para aprofundar conhecimentos e resolvi fazer uma licenciatura em Comunicação Social. Neste momento estou a tentar terminar essa mesma licenciatura em apenas dois anos, ao mesmo tempo que comecei a escrever para jornais e blogs.

Faltam pouco mais de 100 dias para o final desses dois anos e espero chegar muito mais longe do que estou, mas gosto do que faço, trabalho por isso, tento aprender sempre mais e também tive muita sorte.

Desejo a todos o mesmo.

José Luis Andrade

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